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28 de julho de 2011

O governo das laranjas

Essa semana está estreando o filme Assalto ao Banco Central, onde bandidos conseguiram a incrível façanha de cavar um túnel e roubar mais de três toneladas de dinheiro sem disparar um único tiro... Legal, mas isso já é feito em Brasília há muito tempo. Se a gente acabar abrindo os porões do Ministério dos Transportes, por exemplo, vamos achar uns quinze túneis... E a quantidade de dinheiro retirado ali passa a quantidade de transporte do porto de Paranaguá.

Eu fico maravilhado, inclusive, com a criatividade do povo de Brasília que usa a criatividade pra desviar dinheiro público das mais variadas formas possíveis. Se a gente fosse aferir em Brasília o volume de laranjas, poderia dar surra de tamanco em Emerson Fittipaldi, um dos maiores produtores de suco de laranja do Brasil.

Um grande negócio pra se abrir em Brasília é o disque pizza... Afinal de contas, o que mais acontece quando há escândalos? O dono do negócio prospera, principalmente quando foca os órgãos governamentais de segundo escalão... DNIT, por exemplo...

O mundo das comidas sempre ganha com o povo que administra o país... Só espero que eles não fiquem apenas preocupados em comer, porque eu enquanto cidadão cansei de ser comido.

26 de julho de 2011

Derrota é derrota

Decidi brincar com a derrota, porque é dela que você lembra que não venceu. E o que seria derrota? É algo frustrante, depressivo, verdadeiramente realidade crua. Como um tapa na cara do sonhador que insiste em fugir da derrota. Mas ela vem cedo ou tarde. Talvez para muitos a derrota se apresente como companheira amiga de uma vida inteira. O que seria derrota?

- Descobrir que a gata dos seus sonhos está apaixonada por seu amigo... Que é gay...

- Descobrir que a sua mãe é garota de programa... Do lugar em que você já pegou uma mulher, mas não lembra a cara e tinha saído de uma festa a fantasia completamente mascarado.

- Descobrir que seu pai acabou com seu cartão de crédito, fez financiamento no banco com seu nome e não pagou. Agora é esperar cinco anos pra comprar na Renner de novo.

- Descobrir que sua mulher trai você com o seu chefe que inclusive faz assédio moral no seu trabalho.

- Descobrir que seu filho de dez anos conseguiu lucrar mais como consultor do Banco Imobiliário do que você como administrador de uma empresa consolidada no mercado.

- Ver o seu livro técnico e completamente conceitual encalhado nas livrarias enquanto o livro da Bruna Surfistinha virou até filme super produção.

- Descobrir que seu time do coração está na segunda divisão com chances de cair pra terceira e ainda ouvir a gozação dos amigos em dia de jogo.

- Comprar o carro zero quilômetro, sair da concessionária e bater no portão de casa na primeira manobra que faz pra entrar na garagem.

- Perder o ônibus alimentador do terminal e descobrir que ele entrou em horário madrugueiro... Outro só dali a uma hora e meia...

- Passear em bairro burguês, ser assaltado e descobrir que na periferia isso não acontece porque os traficantes de drogas não aceitam violência contra os moradores da comunidade.

25 de julho de 2011

Amy viveu 27 anos e decidiu que tava bom

Amy morreu há muito tempo... Foi morrendo aos poucos. Primeiro o nariz... Com os quilos de coca que ela cheirou, provavelmente não tinha cartilagem no nariz... E olha que era uma napa forte ali.

Amy matou antes também seu pulmão... Foram altas doses de fumaça e de várias procedências. Fumou tabaco, cigarro de cravo, charuto, maconha, crack, folha de bananeira, folha A4, cartolina de escola... Pra cantora, onde havia fumaça, havia graça. E com aquele nariz, Amy poderia ser comparada a uma chaminé de Cubatão. O nariz de Amy era como placa de estacionamento proibido ao lado de estádio de futebol, só enfeite. Porque a mulher não se cheirava mais... Não tomava banho fazia dias. E olha que a mulher ficava caída na valeta de vez em quando no final da balada.

Matou também o estômago... Tomou tudo que é coisa... Já tinha até controle de qualidade de adega... O que não faltava era álcool no sangue... O pai dela quando queria lavar as mãos, pra higienizar era só pedir pra filha soltar uma baforada que estava tranquilo. Foi vinho, vodka, cinzano, rum, conhaque... A mulher j á estava tão anestesiada que no café da manhã era bacardi com mistura.

Mas ela não era só bebida... Ela também comia... Foi pra dentro anfetamina, ecstasy, misturas variadas de drogas pra dar aquela arrebatada na fome. Se a Amy fosse a dona do McDonalds, o número 1 era coca-ína com uisque. No lanche feliz, vinha uma garrafinha de dose única de pinga. Se Amy abrisse um rodízio, seria de drogas com pedra de crack servido como costela assada...

E o perigo dos 27? Quer dizer que se você estiver nessa idade, encomende o caixão.

De tanto o médico dizer pra ela que a situação estava complicada, ele resolveu apelar e pedir consultoria para Galvão Bueno. E na primeira consulta, o locutor soltou: Haja coração!!! A cantora acabou com outro bordão ao ser achada pela polícia... Tá lá um corpo estendido no chão...


19 de julho de 2011

Sofisticado e Popular

Como prometido, vou postar a segunda parte das reflexões sobre o mundo dos populares e o mundo dos sofisticados. Falo isso porque é politicamente incorreto você comparar pobre a rico. Aliás, vivemos o momento do pudorismo social, onde todos negam as suas verdadeiras realidades pra conservar um puritanismo ortodoxo e muitas vezes mordaz...

É engraçado mesmo essas coisas de rico e de pobre... Rico chamo de sofisticado, pobre chamo de popular.

- Esses dias atrás fui numa festa super chique... Hoje tenho posses, mas a minha alma é de popular... Não adianta... Já me aceitei... Eu sou do núcleo pobre de novela das oito... E a gente que é popular e vai em festa de rico fica um pouco perdido... Cadê os brigadeiros? Cadê os quindins? Festa de pobre tem que ter um cachorro quente!!! Rende mais!!! O garçom vem e oferece canapés... Porque sofisticado não serve quitutes, serve canapés... Aí eu comecei a pensar nas diferenças do popular pro sofisticado...

- Convite de sofisticados tem mapinha desenhado no convite do email, como um GPS... Convite de popular vem pelo correio e com as linhas de busão que chegam no endereço.

- Sofisticado quando quer comemorar alguma coisa... Organiza um cocktail... Popular quando quer comemorar alguma coisa... Chama a parentada e organiza o racha pra linguiçada e cerveja!!! E sempre tem cerveja quente e sem rótulo naquela caixa de isopor cheia de água, porque o gelo derreteu há muito tempo!!!

- Esporte de sofisticado é squash em academia... Esporte de popular é no inter 2 às seis da tarde!!! Aquela musculação nas barras pra segurar nas curvas!!! Aquela sauna no verão!!! Muita gente fazendo jazz pra se segurar na linha de ônibus Colombo/CIC!!!

- Sabe como eu sei quando o sofisticado tá aqui na platéia? Ele apenas sorri... Porque o popular é uma hiena sem educação!!! Ri até em apresentação de ballet no Teatro Guaíra!!! Olha, Creide, olha que passo engraçado aquele dançarino fez...

Outra coisa interessante entre o popular e o sofisticado é a forma como leva a vida...

- O sofisticado fica pensando em como ganhar mais dinheiro... O popular fica pensando em como aumentar o limite do cartão de crédito... Faz cheque salário frio...

- Sofisticado assina o cheque... Popular assina a promissória pra concertar a batedeira!!!

- Prazer de sofisticado é conquistar bens... Prazer de popular é conquistar as prestações pra comprar TV... Porque eu nunca vi tara mais louca de pobre do que comprar TV... Em tudo quanto é cômodo da casa tem uma TV sofisticada... Porque popular atrasa a conta da luz, mas anda de smartphone.

Falando nas diferenças entre o popular e entre o sofisticado também é legal ver isso no twitter...

Twitter de sofisticado é produzido, tem fundo personalizado, é seguido por celebridades, tem mais de 50 mil seguidores, se envolve em campanhas solidárias e sempre fala que tá no aeroporto embarcando pra algum lugar!!!

Twitter de popular é com fundo genérico baixado de outros blogs de twitters, tem 15 seguidores, adora seguir famosos, pede pra todo mundo seguir ele e não para de twittar o cala a boca galvão!!!

Quem aqui tem orkut? Orkut é coisa de popular... Pobre que gosta de colocar aquelas fotos de biquinis e sunga na praia... Sofisticado tem facebook...só isso!!!

Popular adora encher o orkut de fotos da família e dizer que ama todos... Sofisticado apenas se presta ao serviço de produzir comunidades sobre ele mesmo!!!

E a parada do 7 de setembro? Quem já viu o desfile na rua? É popular então... Porque sofisticado viaja pra fora da cidade!!!

18 de julho de 2011

Eu realmente não entendo

O bordão mais conhecido do universo stand up comedy é a expressão eu não entendo. E nunca na história deste país esta expressão foi tão coerente.

Por exemplo:

- Eu não entendo como o Mano Menezes se torna o algoz de uma seleção que tem a cara do comandante da Casa Civil do futebol brasileiro. Uma seleção que tem um plano de negócios como meta ao invés de resultados em campo. Uma seleção que tá mais preocupada com o volume de merchandising do que com as condições táticas. Salve salve Juca Kfouri, o pensador da era contemporânea que diz em seus ensinamentos. Oferecimento chá de cadeira, esperando a queda de Ricardo Teixeira.

- Eu não entendo um deputado acaba transformando imunidade parlamentar em palco de cinema, lembrando os áureos tempos dos Intocáveis na Chicago de Cappone. Como Jair vira celebridade irracional usando a chancela que tem pra promover aquilo que uma geração inteira está tentando extinguir, ou seja, o preconceito. Bolsonaro parece aqueles puritanos da década de setenta que era intolerante com os negros, com os pobres e com os judeus. E pior, o conselho de ética do órgão parlamentar que ele pertence, diz que não pode fazer nada para proteger a soberania da imunidade parlamentar. Impressionante tal conclusão.

- Eu não entendo como o país luta incansavelmente pra sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e de repente, da noite pro dia, depois de tantos anos, a gente descobre que o Brasil não tem condições mínimas pra sediar porque somos envolvidos numa malha de corrupção incumensurável. Como a gente consegue tolerar a falta de trem bala, a falta de estrutura portuária, a falta de estrutura aeroviária, a falta de segurança nacional, a falta de ética na saúde pública, e ainda viver tentando ser feliz? Somente o brasileiro mesmo, um povo tão esperançoso e feliz que dá orgulho de viver no melhor lugar do mundo. Pena que não conseguimos ainda dar arma para o povo.

- Se o voto é a arma do povo, precisamos então melhorar a pontaria porque o tiro tá saindo pela culatra.

13 de julho de 2011

Ditados ditos populares

Existem pessoas que gostam de ilustrar determinados conselhos ou falas com expressões enigmáticas, como se ditados populares fossem estratos de pensamentos profundos.

Por exemplo, quem vê cara, não vê coração, ok... Agora me diga o que isso significa. Pra mim, quem vê cara, não vê coroa, até porque nos dois lados de uma moeda, a gente só vê uma das faces. Poderia dizer também que quem vê cara não vê a nuca. O dia que você ver o coração de uma pessoa, pode ter certeza que será numa situação adversa. Ou você é cirurgião cardiovascular, ou você é um socorrista tentando manter aquela vítima de trânsito viva com o peito aberto. Portanto, não é agradável falar essa expressão.

Em terra de cego, quem tem um olho é rei... Eu poderia complementar, e em terra de rei, é cego quem é filho dele. Engraçado que na minha cabeça, essa construção interpretativa faz sentido se a gente imaginar que o rei é Roberto Carlos. Deixa eu explicar uma coisa... Em terra de cego, quem tem um olho é... Caolho! Em qualquer lugar é desta forma. Em terra de quem enxerga também é caolho o cara que tem um olho só.

Vão-se os anéis, ficam os dedos... Lindo, e o problema dessa expressão é que ela é totalmente realista. Basta a gente ver o programa do Datena. No Cidade Alerta, o que não faltam é casos de anéis que se vão por conta de assaltos dos mais variados, aliás, de vez em quando, vão-se os dedos também. Esta é mais uma expressão que não dá pra falar a esmo pela carga real que ela traz.

Cão que late, não morde... É mesmo? Quero ver você me provar isso... Enfia a mão perto de um cachorro em silêncio enquanto ele come. Você vai provar que o ditado anterior terá valia também nesse caso. O certo deveria ser... Cão que late, também morde. Pelo menos eu parto desta premissa. Não vou arriscar e descobrir que esse ditado é verdadeiro ou não... Até porque já fui mordido por cachorro que late e por cachorro que não late. Outra situação. O cachorro que morde não tem boca pra latir, a não ser que ele lata com o rabo, coisa que eu duvido muito, portanto, mais uma vez fico cabreiro com essa expressão.

12 de julho de 2011

Classe C Parte 1

Hoje em dia é complicado a gente falar de diferenças entre o pobre e o rico. Até porque esse tipo de comparação é politicamente incorreto desde que não haja a roupagem de denúncia. Hoje em dia, essa nova geração de emergentes, graças a Deus porque eu faço parte dela, é grande a projeção do popular que vive na famijerada classe C. Nunca antes na histórai deste país tivemos tantos publicitários e marketeiros especialistas em mídia para a classe C.

As companhias aéreas estão muito classe C, basta que você lembre da última vez que viajou e pagou uma fortuna por isso. Antigamente a gente falava que viagem de avião somente por milhas ou pacote turístico, hoje quem paga inteira no aeroporto só quem não tem carteirinha de estudante, e olha que dá pra dar o truque da tal carteirinha de estudante imprimindo o documento na própria impressora.

Classe C manda no mundo. Sem a classe C, os sites de compra coletiva não existiam. Daqui a pouco a gente vai ver no Groupon promoção do FMI pra países comprarem créditos em compras coletivas. Antigamente o FMI era coisa de classe dominante. Hoje em dia o FMI é classe C e pede ajuda para o Brasil com o empréstimo de dinheiro. Se FHC falasse isso enquanto presidente, seria chamado de George Orwell.

Classe C manda no mundo. Antigamente a classe A era a classe mais importante porque tinha o poder de formar opinião. Com a popularização de elementos ditos sofisticados, isso acabou. Classe C hoje forma opinião. Basta você ver na banca de revistas livros extremamente cultos, como Crepúsculo, Harry Potter e Paulo Coelho. Literatura que determina os valores e moralidade instituídas pelo mercado consumidor. PRa ser perfeito, somente Harry Potter assinando livro de auto ajuda, seria capaz de vender mais que a própria bíblia.

Hoje em dia não se fala mais em classe C. Se fala em classe emergente. Classe C é muito anos 80, do tempo que Mallan era ministro da fazenda e a inflação era medida diariamente. O termo classe C é muito pejorativo, porque faz a gente lembrar do tempo que permanente no cabelo da mulherada era tendência de moda e não tendência de horror.

Amanhã falarei sobre as diferenças entre os populares da classe C e os dominantes da classe A e B. Hoje tô muito classe C, só querendo consumir.

11 de julho de 2011

Segredos

Eu vou te contar um segredo, mas não pode contar pra ninguém. Aí eu pergunto: por quê? Se você mesmo traiu a sua palavra. Se não é pra contar pra ninguém, então não conte pra mim. Essa é a verdade máxima. Parece que quando a pessoa vem com essa frase, ela tá desesperada querendo que todo mundo saiba aquilo que ela não tem coragem de contar pra todo mundo.

Segredo é uma palavra que provoca. Todo aquele ritual pra se falar tal segredo desperta nas pessoas a curiosidade. Deveria ser uma estratégia de marketing, porque basta você associar aquela informação ao ato de confidenciar que a coisa descamba. Eu tenho o segredo da fórmula da coca-cola. Puts!!! Nem se eu soubesse como fazer a coca-cola, eu faria... É mais fácil comprar ela pronta e geladinha, mas se eu soubesse deste segredo, acabaria me sentindo mais especial do que todas as outras pessoas. Sabe por quê? Porque eu sei o segredo que ninguém mais sabe, e poderia me gabar por isso, pelo menos por enquanto, porque logo logo todo mundo saberia em breve.

Quer coisa mais deliciosa do que saber o segredo de alguém ou de alguma coisa? Se não fosse gostoso, a gente não teria sites e revistas de fofocas com os segredos das celebridades revelados para nós pobres populares. Se não fosse gostoso, a gente não veria em revistas semanais, as capas de reportagens com segredos de maracutaias de políticos fazendo coisas que não são tão legais assim, de legal mesmo, só sendo segredo.

O segredo do segredo é não contar pra ninguém. Mas ninguém mesmo. Aristóteles poderia ter dito em um de seus discursos filosóficos que o segredo somente é segredo se confidenciado a alguém, porque enquanto informação unitária, ele não é segredo, ele é estrato de comunicação que vive no plano das ideias de quem detém tal informação. Puts!!! Às vezes, confesso que nem eu me entendo. Tá aí um segredo que eu não conto pra ninguém, nem pra você que lê.

6 de julho de 2011

Coisas que aprendi com a mídia

O que eu aprendi essa semana sobre a leitura que tenho de notícias da mídia em geral? Aprendi muita coisa... Como por exemplo, que há IML's brasileiros em estado de decomposição. Existem casos que os moradores do IML precisam se amontoar em superlotação porque não há onde colocar tanto morto. Essa eu quase morri de rir, mas é verdade.

Outra notícia extremamente interessante é a novela americana com o ex-diretor do FMI. Eu aprendi que uma camareira pode arrumar a cama e se prostituir ao mesmo tempo. Se duvidar, essa trama vira filme com direito a Kid Bengala no papel de francês que cai no conto do vigário, ou da vigária... digo, vigarista. Agora é legal a gente ver que os americanos foram mordidos pela própria língua, afinal de contas, fizeram do caso um verdadeiro preview de Hollywood, mas no final das contas, virou um suspense de Hitcock.

Outra coisa interessante é a incrível história dos supermercados que querem se fundir. O grupo Pão de Açúcar se prevalece de lacunas da lei brasileira e quer fundir tudo com o Carrefour. Até aí tá tudo normal, mas quando a gente começa a pensar no assunto, fica a dúvida, como chamar a instituição que vir sobre essa fusão? Hiper super ultra mega mercado? Quem vai gerenciar isso? O Super-Homem? Não sei o que pensar sobre isso, mas Abílio Diniz sabe, então tá tudo certo.

4 de julho de 2011

Coisas que aprendi com Itamar Franco

Coisas que eu aprendi com Itamar Franco em sua carreira política fizeram com que eu mudasse conceitos relacionados a minha vida.

- Um topete mal penteado é um topete eternizado: quem poderia esquecer daquela revolta capilar?

- Uma frase mal colocada é uma frase eternizada: É pro Fantástico?

- Uma ideia mal colocada é uma ideia eternizada: A Volkswagen poderia voltar a fazer o fusca...

- Uma namorada mal assessorada é uma namorada eternizada: Namorada de presidente mostra que estava sem calcinha em Sambódromo.

- Uma eleição mal estruturada é uma eleição eternizada: Itanar é o presidente após o impeachment de Collor...

- Um plebiscito mal informado é um plebiscito eternizado: Houve 30% dos votos nulos no plebiscito de 1993 sobre o regime político brasileiro. Ganha o presidencialismo e a república.

- Um pacote econômico mal paternizado é um pacote econômico eternizado: FHC, pai do Plano Real, quer ser presidente depois de Itamar Franco.

3 de julho de 2011

A modernização das expressões

Como surgiram as expressões? Alguém pode me dizer? Qual foi a situação que desencadeou o uso de certas expressões conotativas que pudessem, portanto, tornar-se efetivamente ferramenta de comunicação dominada pelo consciente coletivo? Por exemplo... Alguém poderia me dizer como surgiu a expressão tirar o pai da forca? Com certeza deve ter sido numa época em que o carrasco ainda era profissão no Brasil, isso nos tempos de Dom Pedro II. Se a expressão tivesse nascido nos tempos modernos, significaria tirar o pai da brincadeira que você mais gosta... Forca. Sabe aquele jogo que você adivinha as letras pra formar a palavra resposta de uma charada? É a forca... Se as expressões tivessem surgido nos tempos de hoje teriam outro significado...

- Carta na manga: atrapalhado. Por quê? Jogador de texas holden derruba sem querer pedaços de manga sobre o teclado e perde a jogada no poquer virtual.

- Malhando o judas: sofisticado. Por quê? Fazendo atividade aeróbica ao som de Lady Gaga, seja com um personal trainer, seja numa academia de ginástica.

- Só fala abobrinha: saudável. Por quê? Não sucumbe ante esta sociedade consumista e procura atender a comportamentos politicamente corretos do ponto de vista de equilíbrio nutricional... Só fala em coisas naturais.

- Queimando o filme: viciado. Por quê? Com a possível legalização da maconha, queimar a erva tá tão banal que não causa aquele choque ilícito na sociedade. No entanto, inúmeros rolos de filmes de máquinas de fotografias estão parados nas prateleiras. Depois de um tempo com prejuízo... A galera vai perceber o barato ilícito e completamente insano que faz a expressão ser usual.

- Caindo na vida: corajoso. Por quê? Com tantos relatos de negligências associadas a equipamentos de rapel e buggy jump... Que a pessoa nesse contexto, precisa de muita coragem pra brincar disso.

- Tá com o parafuso solto: feio. Por quê? Pergunta pro Frankstein.