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11 de julho de 2011

Segredos

Eu vou te contar um segredo, mas não pode contar pra ninguém. Aí eu pergunto: por quê? Se você mesmo traiu a sua palavra. Se não é pra contar pra ninguém, então não conte pra mim. Essa é a verdade máxima. Parece que quando a pessoa vem com essa frase, ela tá desesperada querendo que todo mundo saiba aquilo que ela não tem coragem de contar pra todo mundo.

Segredo é uma palavra que provoca. Todo aquele ritual pra se falar tal segredo desperta nas pessoas a curiosidade. Deveria ser uma estratégia de marketing, porque basta você associar aquela informação ao ato de confidenciar que a coisa descamba. Eu tenho o segredo da fórmula da coca-cola. Puts!!! Nem se eu soubesse como fazer a coca-cola, eu faria... É mais fácil comprar ela pronta e geladinha, mas se eu soubesse deste segredo, acabaria me sentindo mais especial do que todas as outras pessoas. Sabe por quê? Porque eu sei o segredo que ninguém mais sabe, e poderia me gabar por isso, pelo menos por enquanto, porque logo logo todo mundo saberia em breve.

Quer coisa mais deliciosa do que saber o segredo de alguém ou de alguma coisa? Se não fosse gostoso, a gente não teria sites e revistas de fofocas com os segredos das celebridades revelados para nós pobres populares. Se não fosse gostoso, a gente não veria em revistas semanais, as capas de reportagens com segredos de maracutaias de políticos fazendo coisas que não são tão legais assim, de legal mesmo, só sendo segredo.

O segredo do segredo é não contar pra ninguém. Mas ninguém mesmo. Aristóteles poderia ter dito em um de seus discursos filosóficos que o segredo somente é segredo se confidenciado a alguém, porque enquanto informação unitária, ele não é segredo, ele é estrato de comunicação que vive no plano das ideias de quem detém tal informação. Puts!!! Às vezes, confesso que nem eu me entendo. Tá aí um segredo que eu não conto pra ninguém, nem pra você que lê.

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